Dia 15, 23.45
"-Estou, sim! Sim, tia... diz.
-A avó morreu..."
Sim, foi assim, que recebi a notícia que a minha avó tinha falecido. Contar aos pais e decisão, ir ou não ao Tugazinho. Vamos!!!!
Tenho uma tristeza grande dentro de mim, pois a minha avó morreu, mas também tenho uma grande felicidade... Vou ver o meu amor!!!!!
Dia 16/17, 02.15
Viagem, cansativa e lá cheguei eu. Os meus pais pensavam que ía ficar lá por casa, mas o meu coração chamava e impelia-me para ir ter com o meu bem amado.
Cheguei à porta, meti a chave (porra ele tem a chave do lado de dentro), tive de bater.
Ele abriu, supreso, assustado, feliz, incrédulo, tudo isso numa cara só. "O que tás aqui a fazer?!!!"
Beijámo-nos... senti o calor, o cheiro o desmoronar de saudades recolhidas. E voltámos a beijarmo-nos e voltámos.
O meu amor estava ali perto de mim!!!!!
Depois de tudo contado e o porquê de ali estar...amámo-nos. ESTOU FELIZ! ESTOU COM O MEU AMOR!
Dia 17, Dia do funeral
Sim, dia triste, não sei como vou conseguir reagir, apoiar. Cheguei, abraço grande à minha tia com intuito de transmitir força e coragem. Transmitir que estava ali, tinha vindo por elas, por a grande mulher sofredora e lutadora que era a minha avó, e pela minha tia que é a minha confidente, a minha Grande amiga de sempre.
Dia triste, velório, funeral, crematório. Foi diferente, estranho, constringente. Senti-me num local irreal. Sim, ordem de progressão... dia triste com o sentimento que... para ela tinha terminado o sofrimento, a dor. Ver o local onde vai residir a sua última morada, o local onde vão ser depositadas as suas cinzas. Dor por dentro, angústia. Sentimento de impotência para com toda a gente. Sofro, interiormente choro mas faço força para não demonstrar, para não transmitir a tristeza que sinto por ver partir a minha avó.
A avó que fazia sopas deliciosas, e o arroz de choriço... vou ter saudades. Muitas saudades da avó que me aceitou como sou. Um grande Beijo de Eterna saudade deste teu neto que te adora e sempre te irá adorar.
Este dia é marcado por fazer um ano que morreu a minha outra avó. Sendo vésperas, mais uma vez, do meu aniversário.
Dia 17, à noite
De volta a casa, a casa do meu amor, a minha casa. Aí chorei nos seus braços. Foi muita tensão, chorei. O meu amor ali estava sempre presente nos meus momentos tristes.
Dia 18, o meu Pimpolhinho
Sim, chegou o dia de ver o meu Pimpolhinho, meu querido filho que saudades tinha tuas. Comecei a chorar. Mas pronto já passou, passou todo o dia comigo. Estou feliz.
Dia 19, o meu aniversário
Estou com o meu amor, estou feliz. A prenda que
D me possbilitou. Só ele me pode ajudar só a ele peço que me ajude a trazer o meu amor para junto de mim.
A despedida------ saí triste, deixei-o triste.
Na viagem...choro muito naquele banco traseiro. Choro de saudades do meu amor. Até quando? Isto não é viver. Vai ser por pouco tempo...
Dia 20,
Aqui estou, escrevendo o que de muito importante se passou neste fim-de-semana.
POEMA
A ti, minha querida avó, te dedico estas humildes palavras.
Mulher sofredora que sempre lutou,
Deixas uma falta, um vazio.
Nunca será preenchido.
Mulher lutadora que sempre me acarinhou,
Deixas saudade,
Sem nunca acabar.
Mulher forte que suportou,
As amarguras de uma vida,
E que a mim me aceitou, como sou.
Saudades terei, das tuas palavras,
Do teu sorriso, único,
Dos teus cozinhados.
Do teu carinho.
Com saudades fiquei desde que sem ti fiquei.
Com beijos de saudades.