domingo, 28 de dezembro de 2008

A Vida




A Vida, cruel para mim, separou-nos.


Desde esse dia que não vivo,


Desde daí que sobrevivo.


Nesta clausura por mim criada,


Neste Universo por mim desenvolvido,


Vivo esperando que a crueldade da vida,


Um dia acabe.


O fim deste sofrimento, o fim da falta de ti.


Aguardo o novo ano, aguardo uma nova vida,


ou a mesma vida , vivida contigo.


Sem ti, morro um pouco todos os dias.


Sem ti não existo.


Existo para o mundo, não existindo para mim.


O sofrimento faz parte de mim, já lá vai algum tempo.


Mas o sofrimento de amor, só começou quando a tua falta senti.


O teu cheiro, o teu sabor. O teu abraço, o teu carinho. O teu Calor.


As noites frias deste Inverno, com início em Agosto,


Continuamente me massacram dia após dia.


Hora após hora. Segundo após segundo.


Este tempo interminável, esta existência sem ser, sem alma, sem sabor.


Horrível é viver sem te sentir. Sem estares por perto.


Ao alcance de um beijo, um carinho, uma palavra face a face.


Amo-te como nunca amei.


Amo-te mais que a minha própria vida.


A vida que não vivo.

A vida que deixou de existir por não estares aqui.





Dedico-te a ti, Xaninha da minha vida.

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