quarta-feira, 17 de junho de 2009

Mais um dia.

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Mais um dia passou e eu aqui estou.

Mais um dia a caminhar não sei bem para onde e porquê.

Ontem foi um dia difícil, na 2ª chorei até no trabalho.

Ontem estive a ver o meu pimpolhinho e depois nem consegui escrever aqui nada.

Ele já não me conhece. É triste, mas é essa a realidade. Nem um sorriso me deu.

Todos os dias existe um pouco de mim a morrer.

Sofro no silêncio que me acompanha.

Não tenho com quem falar por isso escrevo aqui o que se vai passando na minha vida.

Pois foi, ontem a ex lá ligou a cam e falamos e deixou ver-me o meu pimpolhinho. Desta vez não disse que ele já estava a dormir. Eram 5 horas em Tuga, seria dificil dar essa desculpa.

Já não o via desde a morte da minha avó. 5 meses. O tempo voa.

Fiz-me forte e não chorei, mesmo com a estúpida a empolgar o facto de ele não ter uma reacção comigo.

Após desligar apeteceu ligar ao meu outro pimpolhinho para chorar e saber que alguém estava do outro lado e me ouvia. Mas contive-me. Tenho de ser forte e buscar forças não sei bem onde.

Se consegui sobreviver a um mês de internamento forçado e com todo o desgosto que existiu após o nascimento do meu filho, tenho de superar tudo o resto.

Desde essa altura morri. Deixei de viver como vivia. Deixei de ser a pessoa alegre.

Voltei a viver quase a normalidade 1 ano e meio depois desse acontecimento, quando conheci o meu outro pimpolhinho.

Mas.... a vida traça caminhos e nós separamo-nos apesar de o amor continuar. Tenho de o deixar voar.

E a pensar nisso, não liguei. "Não o incomodo." pensei na altura. Já chega de pensar que ele está ali ao meu lado para mais uma vez enchugar as minhas lágrimas.

O ombro amigo sei que existe.

E nestes pensamentos deixei-me levar e consegui dormir pensando nele, neles: as duas pessoas mais importantes da minha vida.

Hoje já passou. Amanhã é um novo dia e será por certo melhor que hoje. Vivo assim. Um dia de cada vez, aguardando que a crise passe e que consiga o que tanto quero e desejo.
O re-encontro de duas almas que se amam.

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